Teste

Em face do iminente perigo para a Cristandade, o Sumo Pontífice de então, o Papa São Pio V  conclamou alguns príncipes europeus a estabelecerem uma coalizão, numa frente comum contra as hordas maometanas.

Ele desejava formar uma verdadeira cruzada dotada de uma esquadra naval. As complicadas tratativas com alguns soberanos cristãos contaram com o auxílio de São Francisco de Borja, superior-geral dos Jesuítas.

Após a recusa de alguns soberanos e as hesitações de outros, a duras penas o Papa conseguiu reunir uma esquadra composta com o apoio, inclusive financeiro, de Felipe II da Espanha, da República aristocrática de Veneza, de Gênova, do Reino de Nápoles e dos cavaleiros da Ordem de Malta, além de um contingente dos Estados Pontifícios.

Assim se constituiu a “Santa Liga”, sem a qual seria impossível conter o avanço do poderio otomano.

Após a recusa de alguns soberanos e as hesitações de outros, a duras penas o Papa conseguiu reunir uma esquadra composta com o apoio, inclusive financeiro, de Felipe II da Espanha, da República aristocrática de Veneza, de Gênova, do Reino de Nápoles e dos cavaleiros da Ordem de Malta, além de um contingente dos Estados Pontifícios. Assim se constituiu a “Santa Liga”, sem a qual seria impossível conter o avanço do poderio otomano.

Ao avistar os navios inimigos, Dom Joao d’Áustria, revestido de imponente elmo e armadura dourada, segurando uma enorme espada numa das mãos e um crucifixo na outra, encorajou os combatentes com estas palavras “Vencer ou morrer, se o céu assim o dispuser, aqui viemos. Não deis ocasião para o inimigo vos perguntar com ímpia arrogância: onde está o vosso Deus? Lutai em seu santo nome, porque mortos ou vitoriosos, tereis alcançado a imortalidade”.

A frota otomana contava com 34.000 soldados e 50.000 marinheiros e remadores; possuía 222 galeras, 60 barcos de guerra menores movidos a remos e 741 canhões. A esquadra da “Santa Liga” se compunha de 28.500 soldados e quase 40.000 marinheiros e remadores; possuía 208 galeras, seis barcos e 1.815 canhões.

The Battle of Lepanto, painting by Andries van Eertvelt.

O conjunto das duas poderosas esquadras, postadas frente uma da outra na tarde daquele histórico domingo, formava um cenário espetacular. Em um misto de admiração e espanto, ambos os lados se contemplaram mutuamente. Aconselhado por seus oficiais Uluch-Ali e Pertev, o comandante turco Mehmet Ali-Pachá por um instante pensou em recuar. Mas mudou de ideia e instou à luta os infiéis, dominados por um demoníaco fanatismo, prometendo-lhes o “paraíso”, onde Maomé e Alá os receberiam se matassem cristãos. Do outro lado, animados por Dom João d’Áustria, os cristãos estavam dispostos a lutar destemidamente pelo ideal católico, prontos para o martírio se fosse necessário.

No centro da frota posicionou-se La Real, a nau capitânia de Dom João d’Áustria. O jovem príncipe mandou hastear o estandarte oferecido por São Pio V e bradou: “Aqui venceremos ou morremos”, e deu a ordem de preparação para a batalha contra os sequazes de Maomé. La Real foi ladeada pelos barcos de Marco Antônio Colonna e os de Sebastiano Vernier. No flanco direito posicionaram-se os barcos comandados pelo genovês Giovanni Andrea Doria. No flanco esquerdo, aqueles do veneziano Agostino Barbarigo, enquanto os do Marquês de Santa Cruz, Álvaro Bazan, se puseram na retaguarda.

Após algumas horas de encarniçado confronto, os guerreiros católicos receavam a derrota, que traria graves consequências para a Europa cristã. Mas, ó prodígio, ficaram surpresos ao perceberem que de modo súbito e inexplicável os muçulmanos começam a fugir apavorados, muitos caem no mar e tentam nadar naquelas águas avermelhadas de sangue.

Tempos depois se obteve a explicação: capturados pelos católicos, alguns mouros confessaram que uma brilhante e majestosa Senhora aparecera no céu, ameaçando-os e incutindo-lhes tanto medo, que entraram em pânico e começaram a fugir.

Logo no início da retirada dos barcos muçulmanos, os católicos socorridos pela Senhora Auxiliadora dos Cristãos se reanimaram, inverteram o rumo da batalha e venceram. Naquele momento, a Europa estava salva!

Afresco alusivo à batalha de Lepanto. Imagem: Abraham ano 2012.

A Virgem Maria do Rosário é que nos deu a vitória” Em memória da estupenda intervenção da Santíssima Virgem, o Papa se dirigiu em procissão à Basílica de São Pedro, onde cantou um solene Te Deum Laudamus e introduziu a invocação Auxílio dos Cristãos na Ladainha de Nossa Senhora. E para perpetuar essa prodigiosa vitória da Cristandade, foi instituída a festa de Nossa Senhora das Vitórias, que dois anos mais tarde — no Pontificado de Gregório XIII, sucessor de São Pio V —, tomou a denominação de festa de Nossa Senhora do Rosário, comemorada pela Igreja no dia 7 de outubro de cada ano.

Ainda com o mesmo objetivo de deixar gravado para sempre na História que a Vitória de Lepanto se deveu à intercessão da Senhora do Rosário, o Senado veneziano mandou pintar um quadro representando a grande batalha naval, com a seguinte inscrição: “Non virtus, non arma, non duces, sed Maria Rosarii victores nos fecit”. (Nem as tropas, nem as armas, nem os comandantes, mas a Virgem Maria do Rosário é que nos deu a vitória).

No dia da batalha, 7 de outubro, houve uma procissão em Roma, com os fiéis rezando o terço e pedindo a intercessão da Senhora do Rosário.

Desde então, esta data é comemorada por toda a Igreja.

Assim surgiu a Nossa Senhora do Rosário

Na história de Paranaguá também temos um relato de libertação ligada à oração do rosário:

Os registros históricos dão conta que, em 1718, entrou na baía de Paranaguá, o navio de bandeira espanhola.

A carga era alvo do navio pirata “Louise”, que navegava ao seu encalço.

O navio espanhol ancorou na parte interna da Ilha da Cotinga, e os piratas fundearam na parte externa da ilha.

Quando o capitão soube, achou melhor adentrar mais e veio ao porto chamado “de Nossa Senhora”.

Toda população da vila alarmou-se, sem defesa nem armas era esperado que a vila fosse saqueada assim como o cargueiro.

Na aflição, muitos se reuniram na igreja matriz para rezar o rosário, implorando o auxílio da padroeira e pedindo a Deus por proteção.

Repentinamente a calmaria transformou-se numa forte trovoada ao Sudoeste e em tempestade. Os piratas sem tempo de procurar abrigo, com a embarcação violentamente atingida pela força do céu e do mar, os piratas naufragaram. Ao amanhecer a vila foi tomada por grande alegria: “Nossa Senhora do Rosário livrou a todos do mal!”.
A história de Paranaguá, não tem como ser contada sem citar Nossa Senhora do Rosário e velha Igreja Matriz. A primeira cidade do estado chamada de Mãe do Paraná, tem desde sua origem uma Mãe divina: Nossa Senhora do Santíssimo Rosário!

Parabéns Paranaguá! Que Nossa Senhora do Santíssimo Rosário, proteja e abra os caminhos de um lindo futuro para todo o seu povo!

Referencias:

IHGP – Instituto Histórico e Geográfico de Paranaguá 

https://www.facebook.com/museu.IHGP/, http://www.naufragios.com.br/louise.html, https://pt.wikipedia.org

Abbé Rohrbacher, Histoire Universelle de l´Église Catholique, Gaume Frères, Libraires, Paris, 1846, tomo 24.

Césare Cantu, História Universal, Editora das Américas, São Paulo, 1954, tomo XXI.

André Damino, Na Escola de Maria, Ed. Paulinas, 4ª edição, São Paulo, 1962.

William Thomas Walsh, Felipe II, Espasa-Calpe, Madrid, 1951.

Instituto Plinio Corrêa de Oliveira

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